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Dimanche 7 octobre 2007

Específico:
 
Observando essa pintura em aposição da personalidade do seu autor, nota-se uma musicalidade cromática, menos apaixonada, com pausas e quebras aporéticas (?), sem por isso medir os notórios epítetos de cortesia plástica quando, poeticamente, as impressões nelas exprimidas são agrupadas num espírito de contrariedade introspectiva. No entanto, a sua plasticidade encasula, manifestamente, as meditações subjectivas, nas quais estão em revira-volta, quanto a incompreensão material em relação a essência espiritual.
 
O culto cromático aqui exprimido, tendo em conta as concentrações estéticas hildebrandescas, expostas pelas tridentes[1], traduz em linguagem verbal que seria uma aberração «acreditar que existem os direitos adquiridos». Todos direitos são a conquistar e cada um com ESPECÌFICO mecanismo. A composição pictural o diz mais pelo seu puzzle[2]., traduz em linguagem verbal que seria uma aberração «acreditar que existem os direitos adquiridos». Todos direitos são a conquistar e cada um com ESPECÌFICO mecanismo. A composição pictural o diz mais pelo seu puzzle.
 
Nesse caso, ESPECÍFICO emana uma auto-consciência psicossomática segundo a qual a «religião clássica[3]» por exemplo apresentada pela «cruz de santo Pedro»[4]?, seria uma tortura através da esperança que embriaga primeiro, depois envenena paulatinamente e finalmente mata em nome da felicidade futura paradisíaca.» por exemplo apresentada pela «cruz de santo Pedro»?, seria uma tortura através da esperança que embriaga primeiro, depois envenena paulatinamente e finalmente mata em nome da felicidade futura paradisíaca.
 
Ou seja, ESPECÍFICO questiona a verdade felicidade de homem, talvez essa começa com a aprendizagem individual a desfrutar dos prazeres da vida. E, nessa viagem, multiplicam-se as paixões de tal maneira que a morte parece romper tudo: ou será a morte a libertação da alma? Não seria então por acaso que encontramos «Corpo e Alma» na biografia do pintor.
 
A pintura, na sua singular apresentação, não responde semioticamente a essa pergunta, nem com essa pretende psico-cromaticamente fazê-lo. Parece, com toda visibilidade pictórica e semiótica, uma série de inquietações exprimidas pelas pausas matizarias entre tonalidades. Logo, traduzindo essa estética, diremos que a saciedade é humanamente impossível, concluir-se-á.
 


[1] De acordo com o Dicionário dos símbolos e objectos sagrados da Mulher da autoria de B. Walker, p.114, a tridente significa poder (Poseidon) ou seja força.
[2] Em sólidos platónicos. Ver «platonic solids», The Dictionary of astrology, de Fred Gettings, p. 390.
[3] Ou seja a cultura espiritual moderna ou seja a civilização moralizante actual é determinada pela Religião.
[4] Simboliza a infalibilidade, de acordo com Walker, p.64.
Par James E. Cliff - Publié dans : worldart
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